O amor de mãe acalenta o mundo e é modelo genuíno de liderança organizacional

Como no mês de maio comemoramos o dia das mães, quero neste artigo, prestar uma homenagem à todas as mães leitoras desta revista. Segundo o Monge, do Livro O Monge e O Executivo, “amor não é sentimento nem discurso bonito. Amor é atitude”. As mães são o melhor exemplo de amor que conhecemos ao longo de nossa vida. Ela declara seu amor pelo filho através de suas mais variadas atitudes, na forma de educar, como nos cuidados, no afeto e na orientação de vida. E o que ainda é mais belo, faz tudo isso, incondicionalmente, mesmo recebendo maus tratos e ingratidão do filho, ela continua amando.

Conhecemos muitas histórias de pai que abandona a família, a mãe por sua vez vai à luta até as últimas consequências a fim de assegurar proteção e dignidade aos seus filhos. Bert Helinguer, criador da Psicoterapia denominada “Constelações Sistêmicas Familiares”, diz que a mãe é a figura mais importante de um grupo familiar, tão importante que, se um filho a renega, ou não se relaciona bem com ela, vai ter problema de relacionamento afetivo no futuro, não conseguindo se casar, ou casando e tendo problemas de relacionamento com seu cônjuge. Segundo ele, reverenciar a mãe, honrando-a e agradecendo por tudo que ela fez de bom em nossa vida é a garantia de realização e felicidade em nossos relacionamentos posteriores. Em meus atendimentos com constelação familiar tenho percebido que quando a pessoa não conviveu com o pai, não recebeu seu amor, mas foi amada e protegida pela mãe, não afetou tanto sua vida; em muitos casos, não afetou em nada. Mas quando o paciente não tem uma boa convivência com a mãe, o estrago é muito grande e só será possível reverter seus problemas, fazendo as pazes com a mãe, dando-lhe um lugar em seu coração como mãe, na medida certa.

Se os líderes das empresas liderassem as pessoas seguindo o exemplo de liderança das mães, com certeza teríamos um ambiente muito mais prazeroso e produtivo nas organizações.

Veja as principais estratégias de liderança que aprendi com minha mãe e com a mãe dos meus filhos, minha esposa:

Primeiro o bem dos filhos, depois os meus interesses.
Um bom líder pensa primeiro no bem da equipe e no que ela é capaz de produzir unida, desprezando os interesses pessoais em função das necessidades da equipe.

A mãe consegue ser firme na hora de educar, mas simultaneamente, dar afeto e carinho de maneira sábia e poderosa.
Um bom líder, sabe ser duro quando precisa e abraçar e elogiar na medida certa.

A mãe faz tudo para o filho, incondicionalmente, por amor. A única coisa que espera dele é que coloque em prática seus ensinamentos e seus exemplos, a fim de se dar bem na vida.
O bom líder é exemplo de inspiração e modelo para seus liderados. Ele acredita na capacidade de sua equipe e estimula as pessoas a desenvolverem suas competências e habilidades a fim de se tornarem líderes também, construindo uma carreira bem sucedida. Com certeza, uma empresa que funciona assim estará sempre em franco crescimento e com clima interno invejável.

A atenção está voltada para o filho mais fragilizado por uma doença, ou por suas limitações, sem desprezar os outros que estão saudáveis e construindo suas evoluções.
Um bom líder, cuida de dar suporte e capacitar o integrante mais despreparado, com paciência e sabedoria, sem perder de vista o todo, estimulando e motivando a todos e cada um individualmente, quando necessário.

por José Osvaldo de Oliveira

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